SÉRGIO VELEDA E EVANIA REICHERT (valedser@terra.com.br)
PRÉ-REQUISITO: APENAS A ENTREVISTA DE INSCRIÇÃO

Fotografia de João Ricardo da Silva
FONTE DE INSPIRAÇÃO E MAPAS DE TRABALHO
Wilhelm Reich e alguns de seus seguidores (Boadella, Navarro, Pierrakos e Lowen), assim como o trabalho originário de Gurdjieff e o Eneagrama de Cláudio Naranjo, são fontes de inspiração e pesquisa dos terapeutas e professores do Núcleo Terapêutico da Escola Aberta Vale do Ser.
Tanto em Reich e seguidores, quanto em Gurdjieff e o Eneagrama, assim como em Sheldon e Keleman, encontramos cartografias baseadas em três pontos, que se inserem na dinâmica proposta em Da Casca ao Núcleo .
CAMADAS DE REICH
A noção de caráter em Reich toma como pano de fundo três camadas na sua estruturação.
a) Camada Superficial (casca) – revela comportamentos ligados ao verniz social, às relações de superfície e menos autênticas; ao automatismo (do modo de ser) rígido e configurado como uma máscara que adultera os sentimentos .
b) Camada Intermediária – os mecanismos de defesas psicológicos e corporais; fonte onde estão reprimidos, desviados e armazenados os sentimentos conflitados (negativos) impedidos de serem expressos e reciclados.
c) Camada do Núcleo – fonte dos sentimentos positivos, de afirmação da vida, de criatividade, vitalidade, autenticidade, espontaneidade.
A EMBRIOLOGIA DE BOADELLA, KELEMAN E SHELDON
A energia usada no processo da interação humana com o meio, é gerada e consumida a partir dos três folhetos embrionários da constituição corporal.
a) Ectoderma – que ativa a superfície dos receptores sensoriais de pele, olhos, ouvidos, língua, nariz e a atividade mental.
b) Mesoderma – que ativa a ação, movimentos e atitudes ligadas ao fazer e a execução.
c) Endoderma – que gera energia a partir as vísceras, das camadas mais internas, dos sentimentos, dos órgãos internos.
OS CENTROS DE GURDJIEFF E O ENEAGRAMA
a) Centro mental – relacionado à abstração das informações, atividade mental e formas de controle e medo.
b) Centro emocional – relacionado com as emoções e à imagem.
c) Centro motor – relacionado com a ação e à agressão.
LINHAGEM DE TRABALHO
A ênfase dada às vivências em DA CASCA AO NÚCLEO aproxima o trabalho corporal ao processo de conscientização e reconhecimento dos padrões pessoais cristalizados e suas defesas, assim como das qualidades da Essência e do Núcleo.
a) Abordagem corporal reichiana (Reich, Navarro,Boadella, Lowen).
b) Trabalho com diferentes centros somáticos, plexos nervosos e centros mais sutis (lataif’s) das qualidades da Essência.
c) Danças sagradas de Gurdjieff e os trabalhos com os centros.
d) Trabalho Corporal Minimalista e a ênfase nos micro-movimentos e alinhamento dos centros intelectual, emocional e motor.
e) Gestalt e o trabalho com as sub/personalidades.
f) Respiração circular e refinamento da energia vital.
g) Meditações ativas, introspecção e contemplação.
h) Partilhas com elaboração e integração das experiências.
CONCEITOS DE NÚCLEO E ESSÊNCIA
“O conceito de Essência, como núcleo da vida universal individuada, é bastante literal. Como já disse, cada célula e cada entidade mais complexa, até o todo do organismo, consiste em energia pulsatória consciente. Cada um desses elementos tem um centro e uma periferia, e cada um deles emite e recebe força vital. A totalidade dos centros é a Essência do ser humano”.
John C. Pierrakos, M.D., aluno de Wilhelm Reich e criador do Core Energetics.
“Essência é um processo, maneira destituída de ego, não obscurecida e livre de funcionar da totalidade humana integrada”.
Cláudio Naranjo, psiquiatra e gestaltista criador da Escola SAT Internacional.
“Para um indivíduo que reconhece a Essência como uma substância física, a auto-realização acontecerá natural e espontaneamente”.
A.H. Almaas, professor sufi moderno e coordenador da Ridhwan School.
“Core no trabalho de Wilhelm Reich é uma abreviação para Cosmic Orgone Energy – energia orgone cósmica. Mas core também é núcleo, centro, caroço, coração. Coração que também pode ter o significado de “coragem”, da coragem para mergulhar no núcleo da vida em si mesma, no núcleo da vida pessoal, além dos modos, das idéias e dos sentimentos sobre si mesmo, na direção do pulso vital”.
Sérgio Veleda, terapeuta e coordenador do núcleo terapêutico da Escola Aberta Vale do Ser.